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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Mote: Vejo o espelho cruel da minha sorte / Refletindo a beleza do passado
Glosas de Aluisio Lopes - S. J. do Egito
Bem pequena, muito amada por meus pais
Não sabia o que era sofrimento
Encantada no meu próprio encantamento
Muito longe, bem distante dos meus ais
Sem saber que futuros carrascais
Chegariam, num ocaso inesperado
Num impasse se faria inaugurado
Sem aviso sem mostrar o passaporte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado
Feito jovem, pele linda, tez nevada
Como a pura porcelana, a eleita!
Sublimar, belo lírio que enfeita
Todo campo, branca mesa entoalhada
De repente, mais que de repente em nada
Tudo, tudo, isso vejo transformado
Todo traço de beleza, ocultado
Minhas linhas, minhas curvas, são deporte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado
Meus cabelos que pendiam belamente
Ralearam, não mais chegam à cintura
Meus catorze anos, de alma pura
Do pecado carnal, eu era ausente
Mas o dia D da dor se fez presente
Apossou-se, fez morada do meu lado
A alegria para sempre fez traslado
Lá bem longe foi morar, não sei seu norte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado
Ao passar na vitrine, me espanto
Custo crer na figura projetada
Um espectro assustado sai do nada
Arrebata meu momento, desencanto
A tristeza se apodera, cai o pranto
Cubro o rosto pra não ver meu próprio estado
Lembro todos que roubaram meu primado
Olho em volta, a saída é só a morte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado.
Glosas de Aluisio Lopes - S. J. do Egito
Bem pequena, muito amada por meus pais
Não sabia o que era sofrimento
Encantada no meu próprio encantamento
Muito longe, bem distante dos meus ais
Sem saber que futuros carrascais
Chegariam, num ocaso inesperado
Num impasse se faria inaugurado
Sem aviso sem mostrar o passaporte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado
Feito jovem, pele linda, tez nevada
Como a pura porcelana, a eleita!
Sublimar, belo lírio que enfeita
Todo campo, branca mesa entoalhada
De repente, mais que de repente em nada
Tudo, tudo, isso vejo transformado
Todo traço de beleza, ocultado
Minhas linhas, minhas curvas, são deporte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado
Meus cabelos que pendiam belamente
Ralearam, não mais chegam à cintura
Meus catorze anos, de alma pura
Do pecado carnal, eu era ausente
Mas o dia D da dor se fez presente
Apossou-se, fez morada do meu lado
A alegria para sempre fez traslado
Lá bem longe foi morar, não sei seu norte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado
Ao passar na vitrine, me espanto
Custo crer na figura projetada
Um espectro assustado sai do nada
Arrebata meu momento, desencanto
A tristeza se apodera, cai o pranto
Cubro o rosto pra não ver meu próprio estado
Lembro todos que roubaram meu primado
Olho em volta, a saída é só a morte
Vejo o espelho cruel da minha sorte
Refletindo a beleza do passado.
Fonte: http://leomedeirospoetapopular.blogspot.com.br/2012/05/o-espelho-cruel-da-minha-sorte.html
Há muito tempo nâo chove
(Padre Bras Ivan Costa - poeta egipciense)
Irmã seca injustiçada
Venho te pedir perdão,
Pelos golpes e insultos
E as culpas que te dão.
Dizem que és inclemente
Causticante,e renitente,
Isenta de piedade.
Doadora de subejos,
Madrasta dos sertanejos,
E mâe da calamidade.
És da fome promotora
Da sede fonte perene,
A maior acionista
Da indústria da Sudene.
Do desespero és a farra,
Inspiração da cigarra,
Patrocínio da discórdia.
Tu és causa de gemido.
Pra sertanejo ferido:
Tiro de misericórdia.
Mas na verdade irmã seca,
Tu não tens culpa de nada.
És bode espiatório,
De uma política safada.
Que diz que só faz o bem,
Roubando de quem não tem,
Depois usando teu nome.
Cria leis só para alguns,
Leis que enriquecem uns,
E matam muitos de fome.
Não irmã, tu não tens culpa
És um fator natural,
No meu nordeste tem seca
Mas é seca de moral.
Temos uma seca crítica
Mas é seca de política
Que almeje o bem comum.
E não nos dê duras penas
Mate de fome centenas
Para saciar só um.
Desculpe irmã seca insultos,
Acusas e maldições.
Protestos que tu recebes
Dos cariris aos sertões.
O desespero e a mágoa
Nâo são por falta de água
E pão que a todos comove.
É por que gente que sonha
E politico de vergonha
Há muito tempo nâo chove."
Brás Ivan Costa Santos
Versos do padre poeta Bras Ivan Costa de São José do Egito
Deus num mistério indizível
Para nutrir os cristãos
Apesar dos meus deméritos
Faz uso de minhas mãos
E no Santo Sacramento
Faz do seu Filho alimento
Para eu dá-lo aos meus irmãos.
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Obrigado por que hoje acordei
Obrigado por tudo que vivi
Pelas mil emoções que eu senti
Nas três missas que hoje celebrei
Por irmãos e irmãs que encontrei
Pelo ar que por mim foi respirado
Obrigado pelo que tens me dado
Que recebo sem mesmo merecer
Pelo dom indízivel de viver
Obrigado meu Deus, muito obrigado.
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Tenho saudade de tudo
Até do que não vivi
Não tem quem conte a metade
Das saudades que senti
Talvez por ingênuidade
As vezes sinto saudade
Sem saber nem o motivo
Ela me nutre e completa
E como disse o poeta:
"É de saudade que vivo".
Cai chuva mansa, ameniza
As dores da estiagem
Vem, refresca e suavisa
Com tua doce bafagem
Recorda as minhas orelhas
Aquela orquestra nas telhas
Que só Deus sabe compor
Traz pro nosso povo alento
Muda a cor do sofrimento
Pro sertão mudar de cor.
E quando tudo parece
Perdido sem ter mais jeito
Resta o direito da prece
(Nosso divino direito)
Fale o que sente não cale
Pois essa vida só vale
Se vivida plenamente.
Deus já nos criou de Graça,
Não queiramos que Ele faça
Também a parte da gente.
O sapo afina a garganta
No barreiro faz barulho
A agua arrasta o basculho
O pingo refresca a planta
Uma novilha se espanta
Com o som que o trovão fez
A miséria deixa a vez
Pras alegrias da vida.
A chuva cura as feridas
Profundas que a seca fez.
Escondi minhas tristezas
As minhas magoas tambem
E nao contei a ninguem
Tuas muitas safadesas.
Hoje vivo pelas mesas
Dos bares do Pajeu
Me enganando com pitu
Pra ver se meu peito aguenta
"Pra tu ver bixa nojenta,
Qu'eu inda gosto de tu"
Aos poucos sinto a saudade
Se agasalhando em meu leito
Como um moleque traquino
Depois de tanto mal feito
Se deita e dorme sutil
Minha saudade dormiu
Na tipoia do meu peito.
Mote: Henrique Brandão (Parafraseando Dede Dedé Monteiro)
Glosas: Padre Brás Ivan Costa
E Deus se compadecendo
Vendo seu povo sofrer
Manda seu sol se esconder
Vê-se o céu escurecendo
Vem uma nuvem chovendo
Da comporta da usina
Deus manda abrir a turbina
Que a seca tinha fechado
Pro sertão ficar molhado
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
Do sertão para o agreste
Dum tecido colorido
A chuva tece um vestido
E o corpo da terra veste
No céu um arco celeste
Fica enfeitando a cortina
Feita de véu e neblina
Que Deus quis dá de presente
Pra janela do poente
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A água tange o basculho
No manso leito do rio
Que se encontrava vazio
Desde meiados de julho
Da mata vem o barulho
Do canto da sururina
Que não canta a trsite sina
De uma ave viúva
Mas, canta louvando a chuva
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A telha deixa que molhe
A linha, o caibro e a ripa
O "empresário" do pipa
Os carros pipas recolhe
O gado faminto escolhe
O que comer na campina
Nem sequer olha pra tina
Onde só comia palma
O sertão muda de alma
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
A água corre barrenta
Pelos cantos do terreiro
E a copa do marmeleiro
Um verde brilhante ostenta
No nascente se apresenta
Uma torre pequenina
A chuva começa fina
Mas, aos pouquinhos engrossa
Começa a festa na roça
DEPOIS QUE A SECA TERMINA.
Brás Ivan Costa Santos
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